portada |
espectáculos |
cursos |
publicaciones |
convocatorias |
directorio |
contacto
Noticias

La escena iberoamericana

Brasil. Panorama regional

Em cena desde o último sábado, Festival de Guaramiranga volta a reunir representantes de todos os nove estados nordestinos na programação principal, reforçando afinidades e fragilidades.

O que tem a ver um solo expressionista, entrecortado por vozes de uma atriz aspirante à dramaturga; com a encenação de um dos dramas realistas mais clássicos da história do teatro, assinado pelo mito russo Anton Tchékhov? Tudo. São motores de uma cena nordestina, plural em sua essência, reunida em Guaramiranga desde o último sábado (4), em mais uma edição do Festival Nordestino de Teatro. Ao contrário dos dois anos anteriores, a programação de 2010 voltou a apostar na reunião de representantes de todos os estados da região, procurando retomar uma vocação original de agregar experiências as mais diversificadas, fortalecendo o intercâmbio de ideias entre realizadores e públicos.

“Nesses 17 anos, o festival passou por várias fases. A gente precisou, num determinado momento, se fortalecer enquanto referência, então era natural apostar em grupos com trajetórias já reconhecidas. Hoje, a gente está num outro patamar. Não nos interessa ficar apenas na referência, no que já é conhecido. Guaramiranga tem um papel político muito importante para o Nordeste, que é muito mais do que servir como vitrine para uma produção”, defende Nilde Ferreira, da Associação de Amigos da Arte de Guaramiranga (Agua), promotora do evento. Assim, garantir a presença de todos os estados nordestinos na programação principal, a despeito da qualidade dos espetáculos selecionados, é uma meta central para a organização.

“Para nós, é melhor a participação destoante de um estado do que sua ausência, justificada por critérios pretensamente qualitativos. Mesmo aquilo que é tido como ruim por uma determinada parcela do público especializado merece ter destaque na programação porque pauta o debate sobre determinadas questões que são teatrais, embora não sejam artísticas”, argumenta Nilde. “O Festival de Guaramiranga é uma arena não só estética, mas também social e política”, completa, reforçando a necessidade de discutir o impacto das políticas de financiamento e apoio à circulação, por exemplo, sobre o panorama atual.

Fragilidades
Primeira montagem a encontrar o público desta edição, Voo Solo (AL), de Daniela Beny, endossa o pensamento da produção do Festival de Guaramiranga. Com apenas um ano de estrada, o espetáculo expõe uma fragilidade que não é propriamente de criação. “Não é uma questão de menosprezar a nossa cena, mas é preciso reconhecer que nós não temos como chegar aqui em Guaramiranga, por exemplo, com a mesma facilidade de um grupo pernambucano ou baiano”, afirma a atriz. Para o diretor Marco Antônio de Campos, não há como dissociar o que é levado aos palcos das condições gerais que mobilizam aquela criação.

''Em Maceió, nós temos um único teatro público, o Deodoro, muito antigo, muito tradicional, que está fechado há cinco anos, e duas salas, dois auditórios adaptados, então é claro que optar por um teatro mais intimista como Voo Solo é algo muito complicado. Não há condições nenhumas para um teatro mais experimental”, considera. Daniela Beny reclama que dificuldades como essas acabam limitando uma compreensão maior de determinadas produções. Em Alagoas, diz, o nó está numa insistente vinculação de toda a cena local com o trabalho de grupos como o Joana Gajuru e o Nêga Fulo, referência muito forte no chamado teatro de rua, graças à proximidade cultural e geográfica com a trupe sergipana Imbuaça.

À frente da montagem As Três irmãs, representante cearense na programação, a diretora Graça Freitas é categórica: “Um espetáculo não representa por si só nenhuma cena em sua totalidade, mas reúne aspectos compartilhados por quem vive aquele momento teatral”. Graça acredita que o Festival de Guaramiranga se fortalece muito quando provoca um encontro, segundo ela, praticamente inviável no fluxo tradicional da circulação dos espetáculos. “Nós estamos participando com uma montagem de 14 atores, uma montagem onerosa para sair de Fortaleza por suas dimensões. Então, Guaramiranga acaba sendo uma oportunidade ímpar para a gente expor um trabalho que a gente acredita para um público que pode enxergar esse trabalho de forma mais apurada, mais qualificada”, avalia.

No júri debatedor desta décima sétima edição, o ator e diretor baiano Armindo Bião, professor da Universidade Federal da Bahia, festeja a retomada dessa dimensão mais ampliada da programação do Festival de Guaramiranga. “Trazer todos os estados é uma possibilidade concreta de compor, de fato, um panorama. Teatro, para mim, não é algo que possa ser guiado por critérios de qualidade. É um hábito. E é assim que penso que Guaramiranga contribui de forma muito decisiva para o teatro que fazemos hoje. Só aqui é possível encontrar a diversidade do teatro do Nordeste”, avalia.

SERVIÇO
XVII FESTIVAL NORDESTINO DE TEATRO DE GUARAMIRANGA – Até o próximo dia 11 de setembro. Outras informações: 85. 3321 1405 (Guaramiranga). A programação completa está disponível no www.agua.art.br/fnt2010.

• Magela Lima | O Povo | 2010-09-08


 | 

Suscripción a noticias por email

Nombre  
Email  
Ciudad  
País  
   

Publicidad
aycoteatro.com.ar


Archivo de noticias

Ver noticias del 05 de 2012 (87)

Ver noticias del 04 de 2012 (67)

Ver noticias del 03 de 2012 (102)

Ver noticias del 02 de 2012 (59)

Ver noticias del 01 de 2012 (63)

Ver noticias del 12 de 2011 (74)

Ver noticias del 11 de 2011 (105)

Ver noticias del 10 de 2011 (138)

Ver noticias del 09 de 2011 (101)

Ver noticias del 08 de 2011 (134)

Ver noticias del 07 de 2011 (125)

Ver noticias del 06 de 2011 (137)

Ver noticias del 05 de 2011 (159)

Ver noticias del 04 de 2011 (222)

Ver noticias del 03 de 2011 (179)

Ver noticias del 02 de 2011 (121)

Ver noticias del 01 de 2011 (64)

Ver noticias del 12 de 2010 (124)

Ver noticias del 11 de 2010 (162)

Ver noticias del 10 de 2010 (167)

Ver noticias del 09 de 2010 (206)

Ver noticias del 08 de 2010 (174)

Ver noticias del 07 de 2010 (218)

Ver noticias del 06 de 2010 (207)

Ver noticias del 05 de 2010 (215)

Ver noticias del 04 de 2010 (243)

Ver noticias del 03 de 2010 (233)

Ver noticias del 02 de 2010 (196)

Ver noticias del 01 de 2010 (231)

Ver noticias del 12 de 2009 (87)

Ver noticias del 11 de 2009 (215)

Ver noticias del 10 de 2009 (162)

Ver noticias del 09 de 2009 (143)

Ver noticias del 08 de 2009 (96)

Ver noticias del 07 de 2009 (62)

Ver noticias del 06 de 2009 (51)

Ver noticias del 05 de 2009 (7)

Ver noticias del 04 de 2009 (23)

Ver noticias del 03 de 2009 (20)

Ver noticias del 02 de 2009 (32)

Ver noticias del 01 de 2009 (28)

Ver noticias del 12 de 2008 (7)

Ver noticias del 11 de 2008 (26)

Ver noticias del 10 de 2008 (40)

Ver noticias del 09 de 2008 (31)

Ver noticias del 08 de 2008 (42)

Ver noticias del 07 de 2008 (28)

Ver noticias del 06 de 2008 (26)

Ver noticias del 05 de 2008 (51)

Ver noticias del 04 de 2008 (32)

Ver noticias del 03 de 2008 (27)

Ver noticias del 02 de 2008 (31)

Ver noticias del 01 de 2008 (55)

Ver noticias del 12 de 2007 (9)

Ver noticias del 11 de 2007 (37)

Ver noticias del 10 de 2007 (33)

Ver noticias del 09 de 2007 (19)

Ver noticias del 08 de 2007 (24)

Ver noticias del 07 de 2007 (46)

Ver noticias del 06 de 2007 (30)

Ver noticias del 05 de 2007 (39)

Ver noticias del 04 de 2007 (30)

Moreno 431, (1091) Buenos Aires. Argentina (mapa). Teléfono: (5411) 4342-1026. Skype: celcit-argentina
Director: Carlos Ianni. Equipo de gestión: Teresita Galimany, Juan Lepore, Claudia Quiroga.
Técnica: Fernando Díaz. Secretaría: Andrea Albano, María Svartzman
E-mail: correo@celcit.org.ar. Diseño web y web hosting: Moebius Digital
Las actividades del CELCIT han sido declaradas de Interés Cultural
por la Secretaría de Cultura de la Nación y la Legislatura de la Ciudad de Buenos Aires